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ESTILOS DE MOBILIÁRIO

Por José Marques

Estilo Medieval
Os nobres e a corte medievais levaram vidas nómadas, de modo que a maior parte do mobiliário tinha que ser portátil. No entanto alguns armários eram encastrados, e os assentos incorporados no revestimento a madeira de uma sala. A maioria das mesas grandes era de cavaletes, podendo ser desmontadas e transportadas. As cadeiras eram poucas, e a sua utilização estava relacionada com a posição social, eram feitas em vários modos de construção mas a mais utilizada era a forma em x e madeiras torneadas. Nas grandes mansões usavam-se aparadores com prateleiras escalonadas para expositor de pratas etc, enquanto a comida era servida em peças mais simples. As arcas de tampo abaulado e sem pês e por vezes reforçadas com ferro, eram usadas normalmente para transporte de vários artigos de umas residências para as outras. As camas eram símbolo de posição social.

Estilo Renascença
Com origem na Itália nos sécs. XIII e XIV, marcou o ressurgimento dos desenhos clássicos. A maior parte do mobiliário era esculpido com pormenores arquitecturais e ornamentos que incorporam criaturas mitológicas. Este período deu-se o aparecimento de mobiliário colado no norte da Europa. As ideias renascentistas foram incorporadas a armários na Alemanha e nos Países Baixos e dai eram populares em Inglaterra. As mesas de tampo de mármore eram populares em Inglaterra.

Estilo Barroco
Barroco, pesado estilo com origem também em Itália e por volta de 1620, estava a espalhar-se para norte através da Europa. O mobiliário barroco era mobiliário grande, grandes espelhos que eram criados com elaboradas molduras esculpidas mostrando grandes formas de querubins, figuras míticas ou pássaros na sua ornamentação. Os armários eram decorados com painéis pintados ou laca, mosaicos e apoiavam-se em bases esculpidas altamente ornamentadas, as credências eram usadas para expor os valiosos bens do proprietário.
No mobiliário francês embora inspirado no desenho italiano, no tempo de Luís XIV (1643-1715), tinha uma natureza mais clássica e esse estilos francês começaram a influenciar a Europa, sobretudo a Holanda. Com a restauração de Carlos II, que introduziu aos artífices holandeses, as influências europeias chegaram por fim a Inglaterra. A destruição de casas e do seu mobiliário de carvalho no incêndio de Londres em 1666 criou um mercado para os estilos apreciados na Europa; estantes envidraçadas, cadeirões grandes de orelhas, leitos para repouso, sofás e escrivaninhas foram aparecendo em resposta à procura. O comércio e a utilização para uso próprio introduziram novas madeiras e técnicas, incluindo os trabalhos de palhinhas, os envernizados e o chão o folheado tornou-se vulgar e alcançou um excelente padrão de qualidade.

Estilo Rococó
No final do séc. XVII, tornou-se em França uma reacção à exuberância de barroco, que evoluiu durante o período de (1710-1730), O estilo Luís XV, que surgiu na década de 1730, espalhou-se para a Itália e Alemanha, onde fizeram modificações, com uma tendência para o exagero. Em Inglaterra, o elegante mobiliário Queen Anne do séc. XVIII, surgiu-se uma expressão de curta duração do rococó na madeira trabalhada de Tomas Chippendale. Os primeiros colonos na América levavam consigo moveis de Inglaterra, gradualmente, no entanto, os vários estados foram criando o seu estilo próprio, com base nos estilos ingleses.

Estilo neoclássico
Em 1750, os estilos voltaram aos de Grécia e de Roma, com as formas geométricas a substituírem as formas abauladas e com ornamentos clássicos. Em França este movimento foi condensado nos chamados estilos transição, Luís XVI a sua influência espalhou-se por toda a Europa e para a América. Em Inglaterra, os desenhos neoclássicos de Robert Adam cobriram os aspectos de mobiliário. Chippendale, fez móveis neste estilo, e no fim de séc. XVIII Hepplewhite e Sheraton introduziram um estilo mais leve.

 
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